Marinzeiro - O Site do Pico dos Marins

Piquete/SP -

Desde 26 jun 2008

Pico dos Marins

Links rápidos Mercado Livre

Barracas

Sacos de dormir

Mochilas cargueiras

Roupas para montanhismo

Equipamentos e Acessórios para montanhismo

Câmeras digitais

Notebooks e Netbooks

Preservação

Por que preservar o Pico dos Marins?

A resposta a essa pergunta contempla três aspectos:

O primeiro refere-se à vida. A região sujeita à visitação de montanhistas no Pico dos Marins situa-se entre os 1.600m e 2.420m de altitude. Dentro dessa faixa as condições climáticas são altamente seletivas de modo que algumas espécies de animais e plantas só são encontradas ali. Portanto os danos provocados no solo, na água e na vegetação podem levar ao desaparecimento de espécies animais e vegetais ali existentes.

O segundo aspecto refere-se à segurança dos visitantes. Algumas atitudes incompatíveis com os princípios de mínimo impacto em ambientes naturais, tais como fazer fogueiras, abrir novas trilhas, pegar atalhos ou abandonar restos de alimentos colocam em risco a segurança dos próprios visitantes.

O terceiro aspecto refere-se ao respeito do direito de outros visitantes terem a oportunidade de apreciar e desfrutar dos diversos atrativos que a região do Pico dos Marins oferece.

Como ser um marinzeiro responsável e ativo na preservação do Pico dos Marins?

Para orientá-lo na preservação do Pico dos Marins o site Marinzeiro sugere a leitura e a prática dos oito princípios de mínimo impacto recomendados pelo Programa Pega Leve!

Apresentaremos, a seguir, de forma resumida e adaptada, a ética, os princípios e a prática de mínimo impacto para a região do Pico dos Marins. Para mais informações sobre esta e outras publicações do Programa Pega Leve! acesse www.pegaleve.org.br.

Os oito princípios de mínimo impacto:

Planejamento é fundamental

O planejamento adequado torna sua viagem divertida e confortável, leva você a alcançar seus objetivos e a ter suas expectativas correspondidas, ao mesmo tempo em que minimiza os impactos aos recursos naturais, evitando situações inesperadas que podem estressá-lo, arriscar sua saúde ou até a sua vida e causar danos ao meio ambiente.

O ambiente de montanha tem características climáticas e tipos de vegetação distintos que requerem equipamentos adequados. Uma barraca de fácil montagem, capacidade para ter auto-suficiência em água e um pequeno fogareiro lhe darão condições de acampar em praticamente todo local que seja mais resistente a impactos (superfícies de rocha e campos com capim).

As serras podem apresentar temperaturas muito baixas, por isso um isolante térmico, um saco de dormir, agasalho e capa de chuva são essenciais para o seu bem estar, eliminando a necessidade de uma fogueira para mantê-lo aquecido.

A maioria das áreas de acampamento são pequenas. Desta forma, torna-se muito importante viajar em grupos pequenos, para que essas áreas sejam mantidas em seu tamanho atual e não sejam expandidas. Existem várias formas de reduzir o impacto de grupos grandes (mais de 10 pessoas): planejar a viagem por rotas diferentes, dividir o grupo em sub-grupos de até 10 pessoas e utilizar áreas de acampamento diferentes, manter-se fora das áreas de circulação e evitar fazer barulho. Outros grupos que estejam utilizando a mesma área certamente apreciarão esses esforços.

Procure aprender sobre a vegetação, os animais e o clima da região do Pico dos Marins. Esse ambiente possue uma enorme variedade de paisagens que vão dos planaltos rochosos da Mantiqueira, passando por vales e picos. Cada uma delas responde de forma diferente aos impactos causados pelo ecoturismo. O conhecimento e a informação sobre o ambiente que você visita são componentes essenciais que irão compor o julgamento necessário à prática do mínimo impacto.

Você é responsável por sua segurança

Nas montanhas, pratique a hidratação. Esse hábito irá ajudá-lo a evitar os problemas mais comuns como dores de cabeça, fraqueza e cansaço. Beba ao menos 4 litros de água por dia e lembre-se da necessidade de tratá-la, seja com produtos químicos, por filtragem ou fervura. É impossível saber se a água é potável apenas com um exame visual. O melhor é prevenir os problemas típicos como a diarréia e os riscos de águas contaminadas por doenças graves como a hepatite, entre outras.

Devido às características do clima a hipotermia é um risco sério em serras e montanhas. Talvez porque estamos acostumados ao clima tropical costumamos subestimar o clima das nossas montanhas e isso pode afetar muito a qualidade da nossa experiência e nos expor a perigos reais. No inverno, a temperatura no Pico dos Marins pode chegar a -4ºC ou menos. Esteja preparado para o clima frio utilizando equipamentos adequados como os citados no item anterior.

Você pode percorrer e conhecer as montanhas usando as trilhas existentes ("terreno não técnico") ou se aventurar por terreno mais rochoso e acidentado, conhecido como "terreno técnico". Caso você faça esta última opção assegure-se de que você possui os conhecimentos adequados sobre orientação e técnicas verticais. Não se arrisque sem conhecimento e técnica, pois as operações de resgate no Brasil são difíceis, caras e demoradas, além de causarem danos às áreas naturais.

Prepare-se com antecedência e adquira experiência nas atividades que pretende fazer. Caminhadas longas em terreno desconhecido exigem conhecimentos específicos e algum treinamento. Caso você não tenha experiência não se arrisque sozinho, procure escolas especializadas ou clubes e associações de praticantes.

Cuide das trilhas e locais de acampamento

As técnicas de mínimo impacto apropriadas variam muito se você visita uma área natural popular e já impactada ou se visita uma área remota e muito pouco impactada. Saber fazer essa distinção e aplicar a estratégia adequada para cada tipo de área é um dos objetivos mais importantes de todo conjunto de práticas de mínimo impacto.

Em áreas populares e impactadas, concentre o uso:
Existem áreas bastante populares e muito visitadas nas serras. Nesses locais existem várias trilhas utilizadas há muito tempo e várias áreas de acampamento abertas, ou seja, que já perderam sua cobertura vegetal. O uso contínuo e cuidadoso dessas áreas causa pouco impacto, justamente porque todo impacto possível já aconteceu. Concentrar o uso ajuda a confinar o dano nas áreas já abertas, evitar sua expansão e preservar as características naturais das áreas ao redor.

Leia mais detalhes sobre como usar áreas impactadas na seção Caminhadas e Acampamentos do programa Pega Leve!.

Em áreas remotas e não impactadas, disperse o uso:
Muitas vezes é possível planejar uma viagem a uma área pouco visitada por turistas, mas que possivelmente já tenha sido utilizada no passado pela população local. Esses locais são considerados remotos por não fazerem parte dos roteiros mais procurados e também por terem acesso difícil e demorado.

Geralmente há trilhas, mas elas perdem a definição, pois não são utilizadas com freqüência. Quase sempre não há locais estabelecidos para acampamento. Excursionar por essas áreas requer conhecimento e experiência, além de um grande comprometimento com a prática do mínimo impacto, porque aqui qualquer uso será facilmente notado e atrairá mais visitantes e conseqüentemente mais impacto, até tornar-se uma área impactada.

Evite caminhar ou acampar em áreas de vegetação frágil como os charcos. Qualquer vegetação associada a solo úmido é considerada frágil e, portanto deve ser evitada. A vegetação que cresce em áreas de campos de altitude e campos rupestres é geralmente mais suscetível a impactos porque ela se desenvolve sob condições muito restritas de água, temperatura e altitude. Os danos a essas plantas ocorrem muito rapidamente, geralmente após a passagem de poucas pessoas. Assim, escolha passagens mais resistentes como rochas, solo nu e capim.

Leia mais detalhes sobre como usar áreas remotas e pouco impactadas na seção Caminhadas e Acampamentos do programa Pega Leve!.

Traga seu lixo de volta

Nunca é demais lembrarmos que o lixo é um impacto desnecessário e fácil de evitar. Traga de volta tudo que você levar para sua aventura. Embalagens e papel de qualquer natureza devem ser acondicionados em sacos plásticos para serem depositados em local apropriado quando você voltar. Não enterre lixo, porque pode atrair os animais que poderão ingerir as embalagens ou intoxicar-se com comida inadequada. Não queime o lixo porque leva muito tempo para queimar totalmente algum resíduo e isso irá consumir muita madeira além de deixar marcas no solo.

Veja os detalhes sobre as técnicas adequadas para o tratamento dos dejetos humanos, restos de alimento e higiene pessoal na seção Caminhadas e Acampamentos do Programa Pega Leve!.

Deixe cada coisa em seu Lugar

As pessoas vistam as áreas naturais para terem a experiência de conviver com a natureza em seu estado primitivo e vivenciarem seus desafios e surpresas. Permita que os outros visitantes tenham essa sensação de descoberta, mantendo as plantas, as pedras, as flores e os animais no seu estado natural. Nós todos temos a responsabilidade de manter as áreas naturais bem conservadas para que outros possam visitá-las no futuro e encontrar a mesma paisagem.

Não faça fogueiras

A atração pela fogueira existe e para muitos a prática de acampamentos está intimamente ligada às fogueiras noturnas. Entretanto os impactos que elas causam não são poucos - visual, danos ao solo e extinção de madeira disponível - além de representarem um perigo real de incêndio.

Assim a recomendação é não acender fogueiras. Mas se você decidir fazê-las, utilize as práticas de mínimo impacto descritas no Caminhadas e Acampamentos do Programa Pega Leve!.

Tenha em mente que a decisão sobre fazer ou não uma fogueira não deve ser tomada arbitrariamente, mas sim com base em informações como regulamentos da área, condições ecológicas, clima, técnica apropriada, nível de uso da área e disponibilidade de madeira.

Respeite os animais e as plantas

Embora não seja fácil visualizá-los, as serras são ambientes que abrigam diversas espécies de animais. Caminhe em silêncio de forma a não perturbá-los. Forçar os animais a fugir, atraí-los e alimentá-los compromete a sua capacidade de ter uma vida normal. Em épocas críticas como acasalamento ou amamentação, o impacto sobre os animais pode levá-los a abandonar ninhos e filhotes.

Tocar um animal silvestre causa um duplo impacto, pois você estará causando stress ao animal e ainda pode ser contaminado por alguma doença que ele eventualmente transmita.

Utilize um binóculo e uma máquina fotográfica para registrar sua imagem de um animal visto à distância e ajude a mantê-los selvagens.

Seja cortês com outros visitantes e com a população local

É quase certo que você encontrará outras pessoas durante a sua viagem às serras. Esses locais estão entre os mais procurados por pessoas em busca de aventura e convívio com a natureza. Desta forma, torna-se crítico que cada um de nós pratique mínimo impacto em relação à experiência dos outros visitantes, pois esperamos (e precisamos) que a recíproca seja verdadeira, ou ficará cada vez mais difícil ter uma experiência agradável na nossa área natural favorita.

Evite o uso de aparelhos de som e rádios portáteis. Os campos e as montanhas são locais especiais que convidam ao relaxamento, por isso evite gritaria e música alta. Nos acampamentos, respeite o direito dos demais desfrutarem os ruídos e os sons da natureza e mantenha silêncio à noite.

Aproveite sua viagem para conhecer um pouco mais e melhor a cultura, os costumes e o modo de vida da população local.


Resolução Mínima de 1024x768 — Site criado por Gerson Santos — Copyright © 2008-2012. Todos os direitos reservados.